O que dizer de um evento de música independente com 18 anos ininterruptos de existência em pleno Goiás?

Na terra do sertanejo, a boa música fala mais alto ao jovem que sabe das coisas. E convenhamos que na era da comunicação não é difícil saber das coisas onde quer que se esteja.

Pois bem, o jovem Goiano tá ligado. Mas e o poder público? E as grandes empresas goianas? Esses enxergam um evento que traz estrutura e atrações de primeiro mundo para 30 mil pessoas num fim de semana? Essa galera ainda é meio míope mas pode ser que essa edição do Festival dê uma luz.

O Festival Bananada é um evento maduro, que desponta no mundo (sim, no Mundo) dos festivais e movimenta uma multidão de pessoas em torno de música, artes visuais, skate, gastronomia e muito mais.

Nesse contexto acontece o Goiânia Crew Attack. Um evento diferente por natureza. A rapaziada tem que chamar os amigos e se inscrever com a ideia fixa de se divertir e ter uma imersão no skate for fun. Até porque estamos dentro do Bananada e é impossível não se divertir ali.

Em sua 6a edição esse ano, o GCA se integra ao Bananada pelo terceiro ano consecutivo ajudando a fazer uma festa que deixa saudade.

A pista de quase 2mil m², alguns dos maiores nomes do skate amador nacional e uma premiação gorda se somam a atmosfera do festival para criar uma grande festa.

Esse ano abrimos 20 vagas. Mas não deu pra quem quis e autorizamos 24 Crews a participarem das Jam Sessions nos cinco obstáculos pré-definidos.

Coitados dos juízes. Dava pra ver a agonia no olhar deles a cada manobra acertada (foram muitas). Como já dizemos no próprio regulamento do GCA Julgamento de skate não é fácil. Uma prática tão subjetiva e livre nem deveria ser submetida a qualquer tipo de crivo. Mas em competições o julgamento se faz necessário e coitados dos juízes.

No fim das contas A Fórmula Crew de Brasília acabou em terceiro lugar, a Crew Cream (mista de Goiânia e Brasília) levou pra casa o segundo lugar e quem ganhou os R$ 3mil em dinheiro mais material foi a Crew Inabalável com Lehi Leite (BSB), Evandro Martins (Curitiba), John Andreson (Curitiba) e Igor Calixto (BSB).

Muita técnica, muita manobra, muita diversão.

Assim foi o Goiânia Crew Attack 2016.