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Nesta edição resolvi trazer uma entrevista do Matt Berger que saiu na Thrasher de Maio deste ano. Matt Berger é um canadense de talento fora do comum. Hoje ele é Pro da Flip e ganhou espaço no mais disputado evento do skate mundial, o Street League, ainda como amador. Espero que gostem! Daniel

 

Matt Berger“Agora não tenho manobras” Entrevista por Joe Hammeke

E aí Matt, primeiro de onde você é e quem te ajuda? Sou de Kamloops, BC, Canandá e a Flip, Bones, Monster, Etnies, Mob e Thunder todos me ajudam.

Onde é Kamloops? Fica a quatro horas de Vancouver, na costa oeste do Canadá.

Como é um dia comum em Kamloops? Só folhas rolando pela cidade. É uma cidade pequena. 90 mil pessoas moram lá. A cidade mais próxima fica a 100 milhas (160 km) pelas florestas de pinheiro. Isso deve dar uma boa noção, uma pequena cidade no Canadá.

E onde você mora atualmente? Moro em Oceanside, Califórnia. Vivendo o sonho.

Quem mora com você? Você, Jared Lucas, Kerri a namorada dele e o Jaws está aqui a algumas semanas dormindo no sofá. Taylor Bingaman estava aqui antes do Jaws.

Como você foi da situação de dormir no nosso sofá e se virar com dificuldade, para comprar um carro novo (á vista) em poucos meses? Eu estou muito feliz. Acho que o Street League realmente ajudou as coisas a chegarem onde estão hoje.

Como você entrou no Street League como amador? Eu andei no Phoenix Am e acho que acabei me dando bem.

Certo, você ganhou né!? Sim, acho que gostaram do jeito como andei de skate. Jordan, o Team Manager da Monster, mostrou pros caras minhas imagens. De repente eu estava nas qualificatórias pro Street Legue tentando ganhar meu espaço. Então é isso, eu estava naquele campeonato (Phoenix Am).

Como você se saiu (no Street League)? Ganhei o Pro Opene depois fiquei em oitavo geral. Os oito melhores vão pra final. Foi muito louco. Fui para as finais e fiquei chocado.

Qual o segredo para não ser rotulado de skatista de campeonatos? Não sei cara. Acho que é permanecer verdadeiro para o que o skate realmente é. Sempre corri campeonatos e sempre sai pra rua pra filmar. Pelo menos pra mim, é permanecer fazendo o que faço e equilibrando as coisas, eu acho.

Então a grande pergunta é, isso faz de você um amador ou um pro? Neste momento sou amador. Mas acho que quando essa revista sair minha vídeo parte como pro estará no ar. Você tem uma vídeo parte pra sair? Sim, é minha vídeo parte como Pro pela Flip. Eu sou amador da Flip já fazem quatro anos. Fui chamado pra passar pra Pro no final do ano passado e eles me falaram pra começar a filmar pra minha vídeo parte. Isso foi por volta de agosto de 2014.

Pra quem você andava antes da Flip? Pra Almost. Entrei na Almost quando tinha 10 ou 11 anos. Eles me deram shapes por anos. Mas aí num fim de semana, num campeonato em Washington, eu estava com o Geoff (Rowley). A gente andou junto e quando fui pra California nos falamos e andamos junto novamente. Ele me ligou duas semanas depois e me chamou pra entrar no time (Flip). Ando pela Flip desde então.

Você parece ter uma mistura de técnica e agressividade. O que é grande demais? Onde vc traça o limite? Tudo depende do pico, pra mim. Não consigo andar numa escada de 20 degraus que seja muito perigosa. Não consigo andar nessas coisas. Mas depende mesmo do pico e de como estou me sentindo no dia.

Qual o limite da técnica? Flip in, flip out, flip in e dep0is flip out? Não sei cara. Acho que não tem limite. Com qualquer manobra técnica é só uma questão de quão bem é executada. Veja o Felipe Gustavo. Tudo o que ele faz, independente do flip in ou flip out, não importa quão estranho, sempre vou gostar. Mas alguma outra pessoa pode fazer a mesma manobra e ficar terrível. Sabe do que estou falando? No fim as contas só depende de como a manobra é executada.

Quais as manobras que estão atualmente bombando? Agora não tenho manobras. Estou sentado no sofá e indo pra fisioterapia. Minhas novas manobras são os novos alongamentos que o fisioterapeuta tem passado pra mim.

Porque está na fisioterapia? Essa bela “vaca” que tomei recentemente. Passei num buraco indo para uma escada de oito degraus. Voei sete degraus e caí de costas no último. Me joguei de costas e estou lutando a seis meses. Agora está num ponto em que não consigo fazer nada.

Você tem alguma manobra que conseguia fazer e perdeu? Sim, com certeza. Acho que isso acontece com todo mundo. Eu costumava dar muito flip frontside rockslide e flip bigspin frontside rockslide, mas eu cresci e essas manobras me parecem bem fracas hoje.

O que você fez para seu aniversário de 21 anos? Peguei um trem daqui até a casa do Loui Lopez perto do aeroporto de LA pra a gente poder ir pra Finlândia.

O que fizeram na Finlândia? O Arto (Saari) estava fazendo um projeto com a Finnair (companhia aérea finlandesa). Tivemos total acesso para andar de skate em todo o aeroporto de Helsinki. Tudo o que a gente estragava andando de skate seria consertado depois pelo aeroporto. Era como o jogo Tony Hawk’s Pro skater. Foi uma experiência única na vida com certeza. A única coisa onde não podíamos andar eram os aviões.

Quem é seu skatista canadense preferido? Não tenho um favorito específico. Acho que tenho algumas influências. Acho que todo skatista canadense tem alguma influencia do McCrank. Wade Desarmo é um grande amigo e incrível no skate. Paul Machnau é um maníaco dos corrimãos. Completamente incrível desde sempre. Assisti a parte dele do United By Fate esses dias.

Com quantas garotas você já saiu no último mês? Meu deus, tá ficando pessoal.

Aproveita essas perguntas enquanto você não tem uma namorada e pode responde-las. Não sei cara. Eu só estou machucado, ficando em casa tentando fazer coisas legais enquanto não posso andar de skate.

Então quantas minas foram esse mês? Qual é... temos que ser específicos?

Você tem que adiciona-las? Não tenho que adiciona-las. Foram algumas minas diferentes.

Onde você as acha? Tinder? O Paul Hart disse que é no Instagram onde elas estão. Depende cara. Acho que todo skatista sabe que as vezes é no Instagram, mas se vc estiver numa viagem pode ser no Tinder. Mas não brinco mais com isso. Na maior parte do tempo é estar disponível.

As vezes fica assustador tentar estar atualizado com os nomes? Não. Eu não jogo tão duro assim.

O que você faz que mantem elas voltando? Elas sempre voltando porque o Aaron Homoki está morando aqui.

Como foi o King of the Road? King of the Road é a melhor/pior viagem de sua vida.

Você acha que o Ben Nordberg realmente mereceu o LVP (Las Valuable Player – pior competidor)? Quero dizer, ele tem muito talento nas transições. Com o livro, as manobras são todas predeterminadas. Você está tentando aprender manobras na viagem. Tiveram tantas manobras que nunca tinha tentado na minha vida . O Ben tem uma variedade de manobras e ás vezes funciona melhor para os outros. Ele teve um pouco de dificuldade. Mas está tudo bem. Ele nos ajudou em alguns desafios.

Você iria de novo? Sim, com certeza. Não tem chance de eu não ir de novo. Não existe outra viagem como aquela. Não há nada que você faça na sua vida que chegue perto da loucura do KOTR. Pago pau!

Tendo em vista seu jogo com as garotas, porque não foi você o campeão dos beijos? Tem muitos desafios para se preocupar. Acho que não sou tão bom nesse jogo. O Nordberg é o modelo que as minas tentam catar, então não sei porque ele não foi o campeão.

Qual o lugar favorito que vc já visitou? Não tenho um favorito, pra ser honesto. Todo lugar que eu fui tenho razões incríveis para voltar. Todo lugar que vou me faz querer continuar viajando o tempo todo. Acabei de voltar da Etiópia. Foi incrível. O Nyjah tem um projeto social de água mineral e eles estavam instalando equipamentos em uma vila de lá, então fomos e tivemos a experiência de conhecer a capital de Addis Ababa. Vendo culturas e estilos de vida diferentes, pra mim é tudo o que representa viajar e andar de skate.

Algum lugar que você ainda não conhece e que quer muito ir? Sim, nunca fui em Barcelona, vou em maio, estou bem animado. Eu nunca ouvi nada ruim sobre Barcelona. Só coisas boas, então estou animado.

O que vc procura lá? Nada específico. É mais toda a experiência que é Barcelona. Recentemente li uma entrevista do Josh Kalis e ele estava falando de lá. Entre toda a sena de skate e estilo de vida parece ser o paraíso. Um lugar que qualquer skatista pode ir visitar.

Então 2014 começou bem e foi ficando ainda melhor. Como está 2015 até agora? Tem sido legal tirando um machucado na cabeça de uma estúpida queda de snowboard e agora essa esquisita contusão nas costas, mas tem sido bem legal. Tento manter a positividade. Parece que tá todo mundo querendo fazer snowboard esse ano, eu tô fora.

Quais são seus planos para o resto do ano? Basicamente continuar trabalhando bastante em imagens e viagens. Pode ser que tenha projetos completos de vídeos mas não quero gerar expectativas específicas ainda. Quero deixar fluir e me divertir.